Leccinum aurantiacum
O que deve saber
Leccinum aurantiacum é um tipo de fungo encontrado em florestas da Eurásia e da América do Norte. Tem um chapéu grande e distintamente vermelho e também é conhecido como o pé de sarna de chapéu vermelho na América do Norte. Cresce em associação com várias espécies de árvores, incluindo carvalhos, bétulas e faias. Como muitos outros cogumelos, o Leccinum aurantiacum tem potenciais benefícios para a saúde. É uma boa fonte de vitaminas B e D, bem como de minerais como o selénio e o potássio.
O género Leccinum tem características únicas, como um caule fino com escamas espessas, um himenóforo feito de tubos finos e longos com pequenos poros e uma polpa branca ou amarelada que mancha quando cortada. Todos os cogumelos Leccinum são micorrízicos e comestíveis. As pessoas gostam de comer esta espécie e podem cozinhá-la de forma semelhante a outros boletos comestíveis, mas a sua carne fica muito escura quando cozinhada. No entanto, tal como outros cogumelos da família Boletaceae, é suscetível de ser infestado por larvas.
Outros nomes: Pedúnculo de Scraber de capa vermelha, Bolete de Carvalho Laranja, Alemão (Espenrotkappe), Países Baixos (Rosse populierboleet).
Identificação dos cogumelos
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Tampa
O chapéu do Leccinum aurantiacum começa por ser uma bola ou uma cúpula profunda, coberta por um pelo fino, tornando-se depois plano com uma superfície escamosa, de cor que vai do vermelho-tijolo ao castanho-escuro. Pode ser 1.57 a 8.4 a 22 cm de largura e tem abas triangulares à volta do bordo.
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Tubos e Poros
Os tubos são circulares, brancos no início e depois castanhos claros, e terminam em poros pequenos e angulosos que se tornam cinzentos-rosados e depois cinzentos-escuros.
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Caule
O caule é branco ou amarelo e 1.97 a 9.5 a 25 cm de altura, com um diâmetro de 0.59 a 1.97 polegadas (1.5 a 5 cm), cobertos por escamas lanosas castanho-avermelhadas que escurecem com a idade.
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Polpa
A polpa é branca quando acabada de cortar, mas pode tornar-se ligeiramente azulada e escurecer na base quando manuseada ou cortada.
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Esporos
Estreitamente elipsoidal a fusiforme, 12.5-18.5 x 3.5-6µm.
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Impressão dos esporos
Castanho azeitona a castanho ocre.
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Habitat
Cresce no verão e no outono de forma dispersa a gregária no solo sob pinheiros numa floresta composta maioritariamente por pinheiros e choupos.
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Reação química
Vermelho-róseo sujo com formalina, tornando-se depois castanho-violeta. Com sulfato de ferro, a trama torna-se cinzento-esverdeada e um pouco mais esverdeada em zonas anteriormente não coloridas.
Espécies semelhantes
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Tem, no entanto, um chapéu mais claro com tonalidades mais amarelas e as rugosidades do caule são escuras desde o início.
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Ocorre em redor de pinheiros e abetos. Nem todos os autores reconhecem estas espécies como distintas.
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Leccinum rufum
A superfície do chapéu é menos vermelha e o caule apresenta escamas brancas.
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Leccinum albostipitatum
Cresce com o choupo e tem escamas brancas no caule.
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Leccinum insigne
Encontra-se na América do Norte e cresce em povoamentos de choupos ou bétulas.
Taxonomia e Etimologia
O Bolete de Carvalho Laranja foi descrito pela primeira vez pelo naturalista francês Jean Baptiste Francois (Pierre) Bulliard em 1781, e foi-lhe dado o nome científico Boletus aurantiacus. O nome científico atualmente aceite, Leccinum aurantiacum, foi publicado em 1821 pelo micologista britânico Samuel Frederick Gray (1766-1828).
O nome genérico, Leccinum, provém de uma antiga palavra italiana que significa fungo, enquanto o epíteto específico, aurantiacum, se refere à cor laranja do chapéu.
Sinónimos e variantes
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Boletus rufus Schaeffer (1774), Fungorum qui in Bavaria et Palatinatu circa Ratisbonam, 4, p. 75, tab. 103
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Boletus aurantiacus Bulliard (1784), Herbier de la France, 5, tab. 236 & tab. 489, fig. 2 (Basionyme) Sanctionnement : Fries (1821)
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Boletus leucopodius Persoon (1800) [1799], Observationes mycologicae seu descriptiones tam novorum quam notabilium fungorum, 2, p. 11
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Boletus aurantius Persoon (1801), Synopsis methodica fungorum, p. 504
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Boletus aurantius var. ß leucopodius (Persoon) Persoon (1801), Synopsis methodica fungorum, p. 504
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Boletus aurantius var. γ rufus Persoon (1801), Synopsis methodica fungorum, p. 505
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Suillus aurantiacus var. γ rufus (Persoon) Poiret (1806), em Lamarck, Encyclopédie méthodique, Botanique, 7, p. 497
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Suillus aurantiacus var. ß leucopodius (Persoon) Poiret (1806), em Lamarck, Encyclopédie méthodique, Botanique, 7, p. 497
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Suillus aurantiacus (Bulliard) Poiret (1806), em Lamarck, Encyclopédie méthodique, Botanique, 7, p. 497
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Tubiporus julii-mensis Paulet (1808) [1793], Traité des champignons, 2, p. 369, tab. 169, fig. 1-2
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Leccinum aurantiacum var. leucopodium (Persoon) Gray (1821), A natural arrangement of British plants, 1, p. 646
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Leccinum aurantiacum var. rufum (Persoon) Gray (1821), A natural arrangement of British plants, 1, p. 646
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Boletus aurantiacus var. rufus (Persoon) Mérat (1821), Nouvelle flore des environs de Paris, Edn 2, 1, p. 46
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Boletus scaber var. aurantiacus (Bulliard) Pollini (1824), Flora veronensis quam in prodomum florae italiae septentrionalis, 3, p. 603
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Boletus scaber var. rufus (Persoon) Pollini (1824), Flora veronensis quam in prodomum florae italiae septentrionalis, 3, p. 604
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Boletus viscidus var. ß aurantiacus (Bulliard) Duby (1830), Botanicon gallicum seu synopsis plantarum in flora Gallica, Edn 2, 2, p. 784
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Boletus aurantius scaber Secretan (1833), Mycographie Suisse, 3, p. 9 (nom. inval.)
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Boletus rufus scaber Secretan (1833), Mycographie Suisse, 3, p. 10 (nom. inval.)
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Gyroporus rufus (Persoon) Quélet (1886), Enchiridion fungorum in Europa media et praesertim in Gallia vigentium, p. 161
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Boletopsis rufa (Persoon) Hennings (1898), em Engler & Prantl, Die natürlichen pflanzenfamilien, 1(1**), p. 194
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Solenia rufa (Persoon) Kuntze (1898), Revisio generum plantarum, 3, p. 522
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Tubiporus rufus (Schaeffer) Ricken (1918), Vademecum für pilzfreunde, Edn 1, p. 204
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Krombholzia rufa (Persoon) E.-J. Gilbert (1931), Les livres du mycologue, tomo 3. Les Bolets, p. 183
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Krombholzia aurantiaca (Bulliard) E.-J. Gilbert (1931), Les livres du mycologue, tomo 3. Les Bolets, p. 118
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Krombholzia aurantiaca subsp.* rufa (Persoon) Maire (1933), Treballs del Museu nacional de ciències naturals de Barcelona, sèrie botànica, 15(2), p. 42
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Krombholziella aurantiaca (Bulliard) Maire (1937), Publicaciones del Instituto botánico, Barcelona, 3(4), p. 46
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Krombholziella aurantiaca subsp.* rufa (Persoon) Maire (1937), Publicaciones del Instituto botánico, Barcelona, 3(4), p. 46
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Trachypus aurantiacus (Bulliard) Romagnesi (1939), Revue de mycologie, Paris, 4(2), p. 141
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Boletus versipellis var. aurantiacus (Bulliard) Vassilkov (1948), Edibles and poisonous fungi of central parts of the European Districts of the URSS, p. 38
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Leccinum rufum (Persoon) Kreisel (1984), Boletus, SchrReihe, 1, p. 30
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Krombholziella rufa (Persoon) Alessio (1985), Fungi europaei, 2, Boletus, p. 474, pl. 80
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Leccinum leucopodium (Persoon) Dörfelt & G. Berg (1990), Feddes repertorium, specierum novarum regni vegetabilis, 101(9-10), p. 567
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Leccinum quercinum (Pilat) E.E. & Watling s. auct
Fontes:
Foto 1 - Autor: Maksim Shanin (CC BY-SA 4.0 Internacional)
Foto 2 - Autor: Björn S. (CC BY-SA 2.0 Generic)
Foto 3 - Autor: Björn S. (CC BY-SA 2.0 Genérico)
Foto 4 - Autor: Lycaon (CC BY-SA 4.0 Internacional)




